Featured post

The Magical Pool

For my goddaughter Lara. A beautiful ray of sunshine. It was very early in the morning and Otto the Octopus was still sound a...

Monday, 31 May 2010

O que faz um bom escritor?

«Auto-crítica severa e noção do ridículo (pudor literário) já é um começo, e um raro começo. Depois, trabalho, trabalho, trabalho e reflexão, reflexão, reflexão e entendimento da condição humana. O resto é escrita boa para este tempo detergente.» - R.P. (Facebook)

MINHA RESPOSTA: Concordo. Embora ache que a maior parte dos escritores 'wanna-be', em geral, já são bastante 'auto-críticos'; precisamos é de orientação de quem sabe e não tem complexos em dar uma opinião isenta, crítica e construtiva, pois só assim é que poderemos dar o tal salto quântico que tanto ambicionamos. Claro que o 'pudor literário' e a humildade em aceitar as tais críticas também são importantes. Escrever é o mais fácil; o difícil reside no re-escrever, editar, cortar, desenvolver, voltar a re-escrever, etc...O tal trabalho, que menciona. Quanto à reflexão, também acho importante, mas não tão importante para que o repita três vezes. ;-) Nem todos têm a disponibilidade financeira, profissional e/ou familiar para reflectirem tanto como Marcel Proust, por exemplo. Nem todos têm a ambição de escrever uma obra que – apesar de considerada uma obra-prima – seja lida, parcialmente, apenas por algumas pessoas e, totalmente, por muito pouca gente. Além do mais, apesar do seu inegável 'gênio', duvido que Proust tivesse realmente um verdadeiro entendimento da 'condição humana'. Quanto a mim, pessoa mais arrogante e desdenhosa (mesmo dos seus próprios 'amigos') do que Proust não poderia ter havido...
Outras duas características essenciais a um bom autor/escritor é a contínua vontade em aprender algo de novo e a capacidade de transmitir conhecimentos através da sua obra. Uma das minhas escritoras favoritas é a Barbara Kingsolver, precisamente porque quando termino de ler um dos seus livros, me sinto mais 'inteligente'; sinto que aprendi algo de novo sobre um tema interessante, até aí desconhecido ou simplesmente ignorado por mim. Mais, ela não escreve apenas para a/uma 'elite':

«I don’t write only for the people who are going to read my books four times. Good heavens! I couldn’t, because there aren’t so many readers with that much energy. I don’t want to place so much expectation on the reader. I’m just happy for any reader to derive what they will. If someone wants to read just for entertainment, I hope that I can entertain them. I have a commitment to accessibility, I think partly because of where I came from as a person. I came from a class of people who were not readers of literature, who read newspapers maybe, or… the Sears Catalogue, but who never read great novels. And I think about those people when I’m writing, I want them to be able to read my novels and to take whatever they want from the story. I really insist that there is no wrong way to read my books. I mean, I’ve said that a lot before – except holding a book upside down, that’s really a wrong way!» in http://jsse.revues.org/index346.html

No comments:

Post a Comment