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Sunday, 30 May 2010

In praise of the LIVER / Em louvor do FÍGADO

When least expected, emotional bonds are established, and I believe that both the joy and sorrow that come with them reside in the – well, I was going to say ‘soul’ but agnostic as I am it simply wouldn’t sound truthful – so, what the heck, I’ll just say that that bitter or sweet taste can be found in the liver... How come? Well, it may be more of a blink-and-you-get-it-blink-and-you-miss-it kind of explanation. Here goes nothing: Agnostic as I am, the word soul just wouldn’t do, for I have to see and feel things in order to believe in them. Another option would be the word heart, for this organ is usually connected to emotions, e.g. when you say somebody’s heartbroken...Well, I’ve never accepted this metaphor because hearts are easily repaired, they can be cut open and sewn back together. By contrast, livers are trickier as they can’t be sewn without another wound being caused, with blood spurting from the exact place you stick the needle in; the healing process takes much longer or is simply irreparable. Emotions aren’t easy to manage and many people are unable to overcome the emotional bleed... This explanation is borderline corny and weird, I admit. But that’s just me or at least my very own perception of the world. On the up-side, it also helps me protect my own feelings and be more careful with those of other people’s. Does it make any sense at all to you?

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Quando menos se espera, establecem-se laços emocionais e acredito que tanto a alegria como a mágoa que os acompanham, residem na – bem, ía dizer na 'alma', mas agnóstica como sou isso simplesmente iria soar a falso – por isso, apenas direi que esse sabor amargo ou doce pode ser encontrado no fígado...Porquê aí? Bem, não é assim muito fácil de explicar, podendo, num momento fazer sentido e no seguinte, se perder completamente o mesmo. Mesmo assim, tentarei explicá-lo: Agnóstica como sou, a palavra alma simplesmente não serviria, uma vez que necessito ver e sentir para crer. Outra opção seria a escolha da palavra coração, orgão normalmente associado às emoções, por exemplo, quando se diz que alguém está de coração partido...Nunca aceitei esta metáfora porque os corações facilmente podem ser abertos e cosidos novamente. Em contraste, os fígados são mais delicados e complicados, não podendo ser cosidos sem se infligir nova ferida sangrenta, no lugar exacto onde se espeta a agulha; o processo de cura é muito mais moroso ou simplesmente impossível de ser reparado. As emoções são tudo menos fáceis de gerir e muita gente é incapaz de superar o 'desangrar' emocional...
Esta explicação poderá parecer estranha – mas assim sou eu, ou pelo menos assim é a minha interpretação do mundo. O positivo de tal visão, é que me ajuda a proteger os meus próprios sentimentos e ter mais cuidado com os dos outros. Será que isto tudo faz algum sentido?

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