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O Porche

Dedico este conto a alguém muito especial, que um dia prometeu: «...tentarei que nunca te pareça que te tiro o rebuçado.»        ...

Friday, 16 July 2010

Texto escrito com algumas palavras do poema «Cavaleiro Monge» de Fernando Pessoa

Entre o Toninho e o seu herói havia uma semelhança e duas diferenças. A semelhança: viviam os dois rodeados de silêncio. Uma diferença: O silêncio do Toninho não era uma opção. A outra diferença: O cavaleiro do Toninho caminhava liberto e direito, cavalgava por vales e montanhas, atravessava rios e oceanos. O Toninho nunca andou nem andará de cavalo, e já não caminha sozinho. Os seus rios não têm pontes. Os obstáculos são muitos.
Da sombra da cadeira, Toninho criou um cavalo e um amigo: um cavaleiro que viveria a vida que não podia viver. Tinha o corpo preso à cadeira de rodas e a voz encerrada no fundo de uma caixa. Porque ninguém o ajudava a cantar a sua canção?

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